Zorro é um personagem de ficção, criado pelo escritor Johnston McCulley. Ele é apresentado como o alter-ego de Don Diego De La Vega, um jovem membro da aristocracia californiana, no período em que a região era colônia espanhola (até meados do século XIX).Após longo período de educação na Europa, Diego retorna à Califórnia e passa a defender os “fracos e oprimidos”, sob uma máscara e uma capa negra, empunhando uma espada e cavalgando um cavalo igualmente negro de nome “Tornado”. Sem o disfarce, ele simula ser um homem que se acovarda diante de situações de perigo.
A figura passaria a ser chamada de “Zorro” pela população, porque seus movimentos e sagacidade lembrariam uma raposa (a tradução em português da palavra espanhola “zorro”). O próprio personagem adota a letra “Z” como sua assinatura (através de três linhas cruzadas), marcando-a com sua espada em paredes e nas roupas de seus inimigos, como sinal de sua passagem.Johnston McCulley teria se inspirado em personagens históricos da América Latina, tradicionalmente ligados a movimentos conhecidos como “banditismo social”, e destacadamente nas figura de Joaquin Murietta (que teria inspirado o sobrenome da mais recente representação cinematográfica de Zorro, Alejandro Murietta) e Salomon Maria Pico e em heróis da ficção que se disfarçavam através de capuzes: Scaramouche e Pimpinela Escarlate.Zorro tem sido apresentado em mídias diversas e em diferentes caracterizações, em versões nem sempre correspondentes à original. Por este motivo, o personagem é considerado um ícone menor da cultura pop, aparecendo no cinema, em programas de televisão e em histórias em quadrinhos. Zorro também pode ser considerado como um herói “capa-e-espada”, ou seja, um representante de um gênero menor da ficção norte-americana conhecida como Swashbuckler.
No Brasil
Na década de 1970, duas editoras brasileiras publicaram as histórias do Zorro em História em Quadrinhos. A primeira foi a Editora Abril, que publicou as histórias criadas por Walt Disney (visto que a editora brasileira detinha os direitos de publicação de todos os personagens Disney e Zorro era um deles) com base em sua série de TV, estrelada por Guy Williams. O slogan da capa era “Zorro, o verdadeiro”, de Walt Disney, assemelhando os contos a sua televisiva série. inicialmente desenhada por Alex Toth[1], porém alguns números tinham roteiros de Primaggio Mantovi e Ivan Saidenberg desenhos de Rodolfo Zalla e Walmir Amaral[2] A outra foi a Editora Brasil e América (conhecida como EBAL), do Rio de Janeiro, através de um acordo com a Societé Française de Presse Illustrée. Embora as histórias lembrassem a série de TV (havia o Sargento Garcia, mas menos bobo e ingênuo, e mais corajoso; e Bernardo, o criado de Don Diego de La Vega/Zorro, não era surdo-mudo, e falava), o tom das intrigas eram de um teor mais adulto, e muitas vezes, dava-se a impressão de ver um filme tenso e dramático de Capa & Espada aos moldes europeus, ou ler um conto de Alexandre Dumas. Os traços dos personagens já eram mais rústicos,desenhados por J.Pape.Para não haver confusão, a EBAL publicava na capa Zorro Capa & Espada, para diferenciar do “Zorro” caubói (verdadeiramente conhecido como The Lone Ranger, ou “Cavaleiro Solitário”), que a editora também publicava na mesma época. Em meados dos anos de 1980, a EBAL encerrou suas publicações.Em 2006, no Brasil, a editora Panini Comics publicou a minissérie Fugitivos em 4 revistas mensais com o título de capa Zorro, originalmente publicada pela Zorro Productions. A história mostra Zorro e uma mulher chamada Eulália que vagam por diferentes lugares. Eles ajudam pessoas que encontram em seu caminho, fogem do Comandante Enrique Monastério, e formam uma relação amorosa.Em 2007 a Telemundo em parceira com a Sony,criou a primeira telenovela do Zorro:”Zorro, la espada y la rosa” baseada no livro “Comieza a lenda” de Isabel Allende, exibida no Brasil pela Rede Record de Televisão.
Curiosidades
-No conto original de McCulley não existe originalmente a marca do “Z”. Além disso, o nome do personagem Sargento Garcia (consagrado na versão de Zorro produzida pelos estúdios Disney para a televisão) é Gonzáles e no último capítulo intitulado “Que bobagem”, o herói revela sua identidade.[3]
-Douglas Fairbanks foi o primeiro a interpretar Zorro no cinema, responsável por inaugurar as características que a partir de então identificariam o personagem: (a espada, o chicote, a máscara e a sua famosa marca “Z”). Os filmes, do cinema mudo, foram: A Marca do Zorro (1920) e O Filho do Zorro (1925).
-Antonio Banderas disse que faria o herói porque era fã da serie com Guy Williams
-A produção original foi refilmada com Tyrone Power em 1940 e para a televisão, com Frank Langella, em 1974. Entre 1951 e 1974, vários filmes foram realizados na Europa – o melhor foi “Zorro” de 1975, com Alain Delon. Em 1981, George Hamilton protagonizou a sátira “As Duas Faces de Zorro”. Em 1998, Steven Spielberg produziu a superprodução “A Máscara do Zorro”, longa-metragem com a brilhante direção do diretor Martin Campbell (“007 Contra Goldeneye”), protagonizada pelos astros Antonio Banderas, Catherine Zeta Jones e Anthony Hopkins. E em 2005 foi feita a continuação com o título A lenda do Zorro[
-Em 1937, os estúdios Republic Pictures lançaram o herói em um seriado com episódios de 20 minutos, exibidos semanalmente nos cinemas. Nos cinco anos seguintes, foram realizados outros quatro seriados, com destaque para “A Legião do Zorro”, de 1939.
-Entre 1981 e 1983, os estúdios Filmation produziram a primeira série animada do personagem, As Novas Aventuras de Zorro. Já a Warner Bros., atualizou a fórmula com novas técnicas de animação e cores vibrantes e produziu, em 1997, outra versão animada.
( fonte: Pesquisas, Wikipedia, Internet.)












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