
A namorada
Manoel de Barros
Havia um muro alto entre nossas casas.
Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por
um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.

caurosa







Ah,
Esse era o tempo do namoro inocente.
É uma pena que ele não exista mais…
Pois com ele foi-se o romantismo, o cavalheirismo, a pureza, a inocência. É uma pena!
Mil beijos de Sua Namoradinha.
Pérolas a Você!
Caurosa, que surpresa! Manoel faz parte, com vários livros, da pilha em minha cabeceira! Sou completamente apaixonada pelo que ele poeta do nada, das coisas miúdas e (aparentemente) desimportantes. “Fazer poesia é voar fora da asa”- diz ele. E namorar com quem se gosta também não é?
Parabéns por sua sensibilidade.
A gente sempre se delicia lendo Manoel de Barros.
Muito boa essa postagem.
Parece bonitinho, mas devia ser uma aflição namorar assim. Hehehe!
Meu fiel escudeiro Caurosa,
antes o tempo da onça do que o dos viados…
Beijo,
Tati.
Meu caro Carlos, obrigado por esse trecho de “Manoel de Barros”. Recordou-me os meus tempos de adolescente, quase quase era assim só que a onça era a mãe.
Abraço
Sou totalmente jurássica…rs – E pensar que hoje, aos 12, quem ainda está entrando na adolescência já ‘fica’ – e pra eles, quanto mais ficantes, melhor! Romantismo 0 X 10 Modernismo!
Que dificuldade…
que barra hein^^namorar assim……
mas whatever^^
manorar é tdo de bom…..e o risco torna mais legal as vezes^^
bjo
Oi Carlos!
Nossa, quando era pequena, adorava esse poema. Viajava e imaginava a cena.
Belos tempos. Já não se fazem mais paqueras como antigamente…rs
Abraços! Vou seguí-lo no Twitter… no meu blog também tem o link do meu.
adorei o poema
mas fico feliz de ter nascido na era do celular
o.o
obrigada por seguir visitando meu blog e agradeço os comentários
8D ¹²³
Estamos precisando de tempos assim, de onças assim, de pedras assim…
A realidade atual não me seduz.
Obrigada pela visita viu?