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Sombra, corpo e alma

Postado em Poesia com as tags , , , , em 19. Out. 2009 por caurosa

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SOMOS TRÊS


Somos três:

sombra, corpo, alma.

Cada um a seu modo vivendo

juntos os três andando.


Corpo vendo a sombra

corpo sonhando a alma.

Corpo sofrendo com pena

da alma e da sombra,

impalpáveis

num mundo virtual.


Corpo querendo ser corpo,

e logo alma apenas.

Corpo, vulto, mistério,

fantasma adestrado

em artes de se julgar vivo,

no entanto mais efêmero,

talvez.


Corpo, no entanto, pensando-se.

Transferindo-se em alma,

em sombra.


Corpo sozinho entre enigmas.

Vastas areias do tempo

aladas.

Sobre o corpo e a sombra.


E alma também contempla.

1961 – Cecícila Meireles

Sombra, corpo e alma… às vezes sou eu.

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Considerações do Tempo

Postado em Poesia com as tags , , em 6. Out. 2009 por caurosa


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Considerações de Aninha

Melhor do que a criatura,
fez o criador a criação.
A criatura é limitada.
O tempo, o espaço,
normas e costumes.
Erros e acertos.
A criação é ilimitada.
Excede o tempo e o meio.
Projeta-se no Cosmos

coracoralinaCora Coralina

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NEGRA

Postado em Poesia com as tags , , em 7. Set. 2009 por caurosa

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A negra para tudo
a negra para todos
a negra para capinar plantar
regar
colher carregar empilhar no paiol
ensacar
lavar passar remendar costurar cozinhar
rachar lenha
limpar a bunda dos nhozinhos
trepar.

A negra para tudo
nada que não seja tudo tudo tudo
até o minuto de
(único trabalho para seu proveito exclusivo)
morrer.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Uma NEGRA assim, foi a minha avó.

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Navegar é preciso, ler Pessoa é preciso…

Postado em Poesia com as tags , , em 13. Ago. 2009 por caurosa
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    Como é por dentro outra pessoa
    Quem é que o saberá sonhar?
    A alma de outrem é outro universo
    Com que não há comunicação possível,
    Com que não há verdadeiro entendimento.

    Nada sabemos da alma
    Senão da nossa;
    As dos outros são olhares,
    São gestos, são palavras,
    Com a suposição de qualquer semelhança
    No fundo.

    Fernando Pessoa, 1934

CAUROSAO Pensador

Outra vez Neruda

Postado em Poesia com as tags , , em 28. Jul. 2009 por caurosa

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“Abaladora foi a noite de setembro
Eu trazia na roupa
a tristeza do trem que me trazia
cruzando uma por uma as províncias:
Eu era esse ser remoto
turbado pela fumaça do carvão
da locomotiva.
Eu não era.
Tive de encarar então a vida.
Minha poesia me incomunicava
e me agregava a todos.
Naquela noite
me coube declarar a primavera.
A mim, pobre sombrio,
me fizeram desatar a vestimenta
da noite desnuda.
Tremi lendo ante duas mil orelhas desiguais meu canto.
A noite ardeu
com todo o fogo escuro
multiplicando-se na cidade,
na urgência imperiosa do contato.
Morreu a solidão aquela vez
ou nasci eu de minha solidão?”

PABLO NERUDA

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Mirar o futuro

Postado em Poesia com as tags , , em 6. Jun. 2009 por caurosa

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Mirar as coisas.

Mirar as pessoas.

Mirar o mundo que me rodeia,

mirar a alma, a vida.

Mirar o futuro e ser feliz.

É o que me basta.

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Não sei quantas almas tenho

Postado em Poesia com as tags , , em 7. Mai. 2009 por caurosa



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Esta  esfera azul que flutua no universo, este pequeno planeta chamado Terra, habitado por seres  estranhos denominados humanos,  que são gerados por um magnífico ser humano do sexo feminino chamado:

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PAZ , FELICIDADE E HARMONIA PARA TODAS ELAS


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Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem  alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo :  “Fui  eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

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Pensamento Moderno

“O essencial da arte é exprimir; o que se exprime não interessa”

Fernando Pessoa


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“Na grande noite tristonha”

Postado em Poesia com as tags , , em 7. Fev. 2009 por caurosa

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Na grande noite tristonha,

meu pensamento parado

tem quietudes de cegonha

numa beira de telhado.

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_ Na grande noite tristonha…


Lembram planícies desertas

de uma paisagem do Norte,

as perspectivas abertas

no mundo da minha sorte…

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_ Lembram planícies desertas…


Ao longo, distâncias ermas…

Em tudo quanto se abraca

há ligeirezas enfermas

de luas da Dinamarca…imageslua1


_ Ao longe, distâncias ermas…


E sob olhares em pranto

de estrelas  alucinadas,

vais, _ coroa, cetro e manto,

ó Rei das minhas baladas!


_ E sob olhares em pranto…

…………………………………………………………………………………………..

Na grande noite tristonha,

meu pensamento parado

tem quietudes de cegonha

numa beira de telhado.


_ Na grande noite tristonha…


E eu sonho o meu sonho oculto

de ave triste, _ que não voa,

detida a ver o teu vulto

de certo, manto e coroa…imagesss1


_ E eu sonho o meu sonho oculto…

CECÍLIA MEIRELESimagesci

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LUZES DO MENINO

Postado em Poesia em 9. Dez. 2008 por caurosa

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Luzes do Natal,

fascinam, agitam o  meu coração

de menino.

Luzes do Natal,

emocionam, trazem as lembranças dos tempos

de menino.

Luzes do Natal, iluminam meus sonhos

de menino.

Luzes do Natal, trazem as  doces esperanças

de menino.

Luzes do Natal,  anunciam a chegada

do menino.

O menino Deus ,nosso salvador!

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CASAMENTO PERFEITO

Postado em Poesia em 3. Dez. 2008 por caurosa

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O amor que nos mantém  unidos,

será duradouro, será eterno, será puro.

Será a fonte onde encontraremos a felicidade.

Será  a chama que acenderá o nosso prazer.

Será iluminado pela  luz da lua cheia.

Será pleno de energia vital que nutrirá

a nossa  existência, eternamente.

Será  o nosso caminho harmonioso,

na busca da paz espiritual. Simplesmente.

Porque  nos amaremos  para sempre.

Carlos Augusto Rosa

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