Certa vez quatro meninos foram ao campo e, por 100 reais, compraram o burro de um velho camponês.
O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas quando eles voltaram para levar o burro, o camponês lhes disse:
- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.
- Então devolva-nos o dinheiro!
- Não posso, já gastei todo.
- Então, de qualquer forma, queremos o burro.
- E para que o querem? O que vão fazer com ele?
- Nós vamos rifá-lo.
- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?
- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro garotos e lhes perguntou:
- E então, o que aconteceu com o burro?
- Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 reais cada um e arrecadamos 1.000 reais..
- E ninguém se queixou?
- Só o ganhador. Porém lhe devolvemos os 2 reais e ficou tudo resolvido.
Os quatro meninos cresceram e fundaram um banco chamado Opportunity, um outro Banco chamado Marka, uma igreja chamada Universal e o último tornou-se Ministro do Supremo Tribunal Federal.
O quinto irmão, o mais velho, que vivia no Maranhão e não estava na rifa, soube da história e, também, resolveu ganhar dinheiro. Dedicou-se a política, chegou a presidencia da república e hoje é o presidente do Senado e, até hoje, enrola a população tratando-os como ganhadores do burro morto.
Caso todos reclamem, pode até entregar o cargo, mas nunca devolverá o todo que lesou do povo.
A chuva forte de verão se aproximava no final da tarde, todos saímos correndo em busca de abrigo. Eu me encontrava bem próximo de Lucinha, era a esperada oportunidade do primeiro beijo, abri o guarda-chuvas para abrigá-la, ela se aproximou e segurou em meu braço. Uma mistura de agitação e nervoso tomou conta de meu corpo.
O seu agradecimento veio acompanhado de um doce sorriso que me fez fixar o olhar no contorno de sua boca, o calor de seu corpo, o seu sutil e agradável perfume, me fizeram completamente refém . Paramos, nos olhamos, aproximei meu lábios aos dela, seria a sublime realização do sonho juvenil do primeiro beijo. De repente, um barulho ensurdecedor nos fez despertar, interrompendo aquele mágico momento. Um carro parou ao nosso lado, a porta se abriu, Lucinha passou suavemente a mão em meu rosto…Segui caminhando, sozinho. A chuva de verão continuava caindo…
A história do futebol está repleta de grandes e geniais jogadores. No entanto, dois nomes são sempre citados, comparados e frequentemente se tornam motivos de discussões infindáveis, estou me referindo aos geniais Pelé e Garrincha. A dupla marcou época dos anos 50 aos anos 70, foram , sem sombra de dúvida, os “reis do futebol brasileiro”. Quis o destino e os percaussos da vida que apenas um deles permanecesse reinando.
O rei Garrincha reinou pelos gramados do Brasil e do mundo fazendo do jogo um grande momento de alegria e prazer, para ele e para quem teve o privilégio de assistir as suas grandes jogadas. Já o Rei Pelé foi justamente coroado como o mais eficiente jogador de futebol da história, o seu reinado é inquestionável . Polêmicas à parte, devemos reverenciar esses dois espetaculares jogadores de futebol que muitos títulos e glórias trouxeram para o nosso país.
As palavras são pequenas formas no maravilhoso caos que é o mundo; formas que focalizam e prendem ideias, que afiam o pensamento, que conseguem aquarelas de percepção.
Diane Ackerman
As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras.
A negra para tudo
a negra para todos
a negra para capinar plantar
regar
colher carregar empilhar no paiol
ensacar
lavar passar remendar costurar cozinhar
rachar lenha
limpar a bunda dos nhozinhos trepar.
A negra para tudo
nada que não seja tudo tudo tudo
até o minuto de
(único trabalho para seu proveito exclusivo)
morrer.
Pensamentos eternamente modernos de dois grandes profetas.
“O homem bom traz coisas boas do bem que carrega em seu coração, e o homem mau revela coisas malignas da maldade que carrega em seu coração. E, ao abrir seu coração, a boca fala.” Jesus Cristo
“Aqueles que sabem tudo, mas desconhecem a si próprios, são absolutamente carentes.” Jesus Cristo
O processo educacional é amplo e diversificado, devemos pensar o homem como um universo pronto para ser formado e explorado em todo seu potencial cognitivo, afetivo e psicomotor. O ser humano não deve ser educado simplesmente pensando-se em cumprir metas prioritárias e estatísticas estabelecidas por tecnocratas dos governos.
A educação no Brasil passa por uma crise preocupante, profunda e de difícil solução. Devemos começar a combatê-la a partir da família, onde na verdade começa todo o processo educacional, o primeiro passo é dado pela educação familiar. Os pais precisam tomar consciência e priorizar a educação dos filhos e posteriormente cobrar ,a quem de direito, a qualidade da educação oferecida, principalmente pelo poder público.
Precisamos, com urgência rever os conceitos, os métodos e as técnicas educacionais aplicadas no Brasil, e adaptá-las a realidade da nossa escola atual. O aluno de hoje tem interesses e aspirações que devem ser analisadas na momento de estabelecermos prioridades para o investimentos em projetos educacionais. Tais projetos não devem ser implantados de cima para baixo, assim, acabam se transformando em perda de tempo de dinheiro. A sociedade tem que ser ouvida e opinar.
A educação é antes de mais nada o corpo presente de cada elemento participante do processo educacional, O aluno, o professor, a família e todos os elementos ligados a escola, que devem ser respeitados e ouvidos no momento de se realizarem a mudanças e estabelecerem prioridades para a busca da “educação de qualidade”. A educação só será valorizada quando todos tomarem consciência de sua importância para o crescimento do indivíduo de forma integral, ou seja, o aluno deve ser educado de corpo inteiro. A prioridade é a busca do homem completo, pleno, consciente e participativo, educado em toda a suas potencialidades cognitiva, afetiva e psicomotora.
Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.
Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.
O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam,
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê,
pra quê.
Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém, ninguém sabe nem saberá.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE