Arquivos de Tag: Poesia

NA NOITE QUENTE DE VERÃO

Na noite quente de verão,
abaladora noite triste…
sofre meu coração.
Que motivos terei?
Será o nosso amor
que me causa tanta solidão?

Oh, mulher amada!
Por que eu vivo
esta dura provação?
Já não basta seres dona
do meu pobre coração?

Na noite quente de verão,
só me resta, não pensar em ti.
E consolar-me com as estrelas,
e o sonho que virá, para talvez,
encontrar-te e aplacar a minha
amarga e triste solidão.

 

CAUROSA

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BRAILE

A poesia de Nuno Júdice,,  me foi “apresentada”  pela amiga Selma Barcellos e estou aprendendo a gostar.

 

Leio o amor no livro
da tua pele; demoro-me em cada
sílaba, no sulco macio
das vogais, num breve obstáculo
de consoantes, em que os meus dedos
penetram, até chegarem
ao fundo dos sentidos. Desfolho
as páginas que o teu desejo me abre,
ouvindo o murmúrio de um roçar
de palavras que se
juntam, como corpos, no abraço
de cada frase. E chego ao fim
para voltar ao princípio, decorando
o que já sei, e é sempre novo
quando o leio na tua pele.

Nuno Júdice

CAUROSA

NEGRA

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A negra para tudo
a negra para todos
a negra para capinar plantar
regar
colher carregar empilhar no paiol
ensacar
lavar passar remendar costurar cozinhar
rachar lenha
limpar a bunda dos nhozinhos
trepar.

A negra para tudo
nada que não seja tudo tudo tudo
até o minuto de
(único trabalho para seu proveito exclusivo)
morrer.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Uma NEGRA assim, foi a minha avó.

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Navegar é preciso, ler Pessoa é preciso…

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    Como é por dentro outra pessoa
    Quem é que o saberá sonhar?
    A alma de outrem é outro universo
    Com que não há comunicação possível,
    Com que não há verdadeiro entendimento.

    Nada sabemos da alma
    Senão da nossa;
    As dos outros são olhares,
    São gestos, são palavras,
    Com a suposição de qualquer semelhança
    No fundo.

    Fernando Pessoa, 1934

CAUROSAO Pensador

Outra vez Neruda

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“Abaladora foi a noite de setembro
Eu trazia na roupa
a tristeza do trem que me trazia
cruzando uma por uma as províncias:
Eu era esse ser remoto
turbado pela fumaça do carvão
da locomotiva.
Eu não era.
Tive de encarar então a vida.
Minha poesia me incomunicava
e me agregava a todos.
Naquela noite
me coube declarar a primavera.
A mim, pobre sombrio,
me fizeram desatar a vestimenta
da noite desnuda.
Tremi lendo ante duas mil orelhas desiguais meu canto.
A noite ardeu
com todo o fogo escuro
multiplicando-se na cidade,
na urgência imperiosa do contato.
Morreu a solidão aquela vez
ou nasci eu de minha solidão?”

PABLO NERUDA

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A namorada

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A namorada

Manoel de Barros


Havia um muro alto entre nossas casas.
Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por
um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.

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Mirar o futuro

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Mirar as coisas.

Mirar as pessoas.

Mirar o mundo que me rodeia,

mirar a alma, a vida.

Mirar o futuro e ser feliz.

É o que me basta.

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MEU PEQUENO ANJO

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Dorme, meu pequeno anjo.

Que todo o mal se afaste de ti.

Que o menino Deus te proteja.

Dorme,  meu pequeno anjo.

Que teu sono seja calmo e silencioso.

Que você viaje em sonhos maravilhosos.

Dorme, meu pequeno anjo.

Que amanhã teu corpo esteja  livre.

Que te permita  o  ofício de brincar.

Dorme, meu pequeno anjo.

Que um novo dia te espera.

Que ele seja de alegrias e sorrisos.

Para o meu pequeno anjo.

Carla Fernanda.

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VIA LÁCTEA

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VIA LÁCTEA

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso”! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas”.

Olavo Bilacob

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pensamentos modernos

O amor é quando a gente mora um no outro.

Mario Quintana

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M U L H E R

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“Alma
gemea de minha’lma…
flor de luz de minha vida….
Sublime estrela caída…
das belezas da amplidão
Quando eu errava no mundo…
triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração….
Vinhas na bênção das flores
Da divina claridade,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor!!!
És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Porque sou tua esperança,
Como és todo meu amor!
Alma gémea de minha’lma,
Se eu te perder algum dia…
Serei tua escura agonia,
Da saudade nos seus véus…
Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus.”
— Emmanuel (psicografado por Chico Xavier)

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Mulher,    és  força    e     energia,

Mulher,   és    ternura, mansidão e magia,

Mulher,   és    plena de racional sabedoria,

Mulher,  és     alma,    coração   e  alegria.

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A sabedoria das mulheres não é raciocinar, é sentir.

Immanuel Kant


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